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Friday, March 23, 2012

NA TRILHA, AQUI E ALI, E ONDE FOR PRECISO



Decididamente já morreu a pessoa que existia em mim que buscava as "certezas", viver dentro de padrões que me tornavam prisioneira.  Ainda não cheguei onde deverei chegar, mas sei que estou na jornada.  Onde estarei amanhã? Não sei e não me inquieto por isso.  
Agora, neste exato momento estou aqui em Santa Fe, Texas, no final de janeiro estive em Miami para a final do Talento Brasil, onde me sai bem, mas quem levou o grande prêmio, merecidamente, foi o tenor Fernando Zambotti, cantando Nessum Dorma, simplesmente maravilhoso!!!  Depois passei três dias com meus cumpadres em Deerfield Beach, e no dia 02 de fevereiro, estava eu revendo Aracaju, após 3 anos e meio de ausência...wow!!!
Muita emoção vivi no reencontro com os meus filhos, netos, e com a maioria dos amigos queridos que me acompanharam na minha história vivida naquela cidade.  Muitas alegrias me esperaram nos festejos, homenagens, lugares que fui, e a comidinha brasileira que me fez ganhar alguns quilinhos, e estou aqui lutando, porque o metabolismo aos 60 já não é mais o mesmo de antes...afff...haja exercício!  Também tive oportunidade de ter gratos encontros com pessoas maravilhosas que só conhecia virtualmente, e que estavam plenas de afeto e atenção, e hoje me são amigos tão caros, como se já os conhecesse durante toda a minha vida.
Como boa andarilha e boa filha e irmã, também passei alguns dias em Salvador pra rever minha mãe e meus irmãos.  Obviamente cantei, cantei e cantei em todas as oportunidades que tive...rsrsrsrs.
O tempo foi muito curto pra rever todos os que eu queria, porque tinha que voltar pra Santa Fé no dia 26, porque alguns compromissos me esperavam, inclusive o aniversário do meu amado Gary que foi no dia 02 de março.  O carinho, a alegria, e toda a intensidade que vivi nos dias em que estive no Brasil me alimentaram de tal forma que fiquei em estado de graça por quase um mês.  Por mais que eu fale, não esgotarei os sentimentos.
Esta é a beleza de experienciar os encontros, tudo isto torna a vida muito mais interessante!
E aqui, em Santa Fe, Texas, onde, pensamos ficar provisoriamente para voltarmos à Sarasota, estou construindo, aos poucos o meu trabalho, conhecendo os maravilhosos músicos da região, que já me acolheram e me convidam a cantar com eles, nos lugares em que se apresentam, ao mesmo tempo mantendo contato com a "Brazilian Arts Foundation" para projetos de trabalho, e com isso, a empolgação é tanta que o tempo voa.  Estou formando um grupo, na verdade um quarteto para começarmos já a fazer algumas apresentações.  Houston é uma cidade enorme, e fica há apenas 20 minutos de Santa Fe, onde resido. Então não sei o que me espera, se terei que mudar os meus planos e ficar por aqui, e não voltar para a minha linda e querida Sarasota...só a experiência me dirá, neste maravilhoso e excitante processo que se chama Vida, especialmente a vida de uma mulher cantora que ama o imprevisível, vivendo com toda a intensidade.  
Amor, luz, paz e gratidão, sempre,

Namastê!


Ajude esta causa, e você fará a diferença para um mundo melhor!

http://www.cultivatewines.com/cause/6178/ 





Thursday, December 22, 2011

CULTURA COMO IDENTIDADE - TALENTO BRASIL 2011 - USA








Estava na metade do dia, antes de ir trabalhar, quando recebi uma mensagem de e-mail da minha amiga Lourdes Gallagher, que me informava de uma apresentação, em Orlando, para a seleção do Projeto Talento Brasil 2011, e, em várias cidades neste país. Era uma quinta feira, e, coincidentemente, dentre as cidades onde haveriam as seleções, a mais próxima de Sarasota, onde eu vivia, era Orlando, e esta tal seleção seria no sábado, à tarde. Nem pensei em mais nada, e, de imediato, entrei no link sugerido para inscrição, e fiz tudo conforme orientação. De imediato recebi a confirmação eletrônica, e, no dia seguinte, recebi a confirmação por telefone. Procurei Lourdes para saber se ela estaria disposta a ir comigo, e, ela me confirmou que sim, e ainda, que o Melvin Fingerut, meu amigo que se confessa meu , e exagera dizendo que Eliane Elias é sua intérprete favorita, depois de mim...rsrsrs...adorou a idéia de ir também e nos levar.






Fomos, a viagem foi maravilhosa, e o show foi muito bom, mas algo me frustrou. Os candidatos à categoria de cantores, na sua maioria jovens e mulheres, tinham belíssimas vozes, mas todas buscaram cantar hits americanos, na maioria canções gravadas por Mariah Carey, Celine Dion, como vemos nos progrmas de calouros de Raul Gil e outros...isto me levou a reflexão, após ouvir do Melvin que a cultura americana é forte...ok, sei que é, mas porque num projeto Talento Brasil não se priorizar mostrar a nossa cultura? Porque os jovens, quando chegam nos Estados Unidos ficam sem referência cultural do nosso país, e buscam somente assimilar o que vem do povo americano. E tudo começa até pelo idioma, porque algumas crianças e jovens brasileiros que aqui vivem, sequer falam português, e os que falam não escrevem nem lêem






Então eu fui a única cantora que cantei música brasileira, “Verde” de Eduardo Gudin e Costa Netto. Os cantores masculinos foram apenas dois; um jovem que cantou um funk e um cinquentão como eu que cantou um pagode romântico. Não vi muita chance de ser selecionada para a final, em meio a tantas outras seleções em todo o país, mas isso não me foi o pior. O pior foi a triste constatação de que, de um modo geral não temos muito orgulho da nossa cultura, o que é lamentável, porque a cultura brasileira, e a música de uma forma muito especial, é muito rica, e linda! Cerca de 90% do meu público aqui, até o momento, tem sido de americanos, que, como o Melvin, se encantam com a nossa música, e procuram conhecê-la o máximo que podem. O Melvin está aprendendo português com a Lourdes, e vai para o Brasil falando português. Quando eu estava no Brasil, também cantava músicas em inglês, não somente porque cresci assimilando as duas culturas, por causa do meu pai que era americano, como também porque canto algumas canções italianas, francesas, espanholas, e cantaria em qualquer outro idioma que eu pudesse entender o que estivesse cantando, desde que a música me agrade e me toque a alma. A arte é universal, não devem haver fronteiras para nada, mas a riqueza dela consiste sim nessa troca, e em preservarmos o que assimilamos, procurando enriquecer esses traços culturais que fizeram nossa história, para que não se perca.
Então, por circunstancias diversas, decidi vir para Santa Fe, Texas, ficar por algum tempo, numa nova experiência pessoal e profissional e depois de alguns meses retornar para Sarasota.  Quando estava vindo pra cá, recebi a notícia de que estaria na FINAL DO TALENTO BRASIL, em Miami, no dia 28 de janeiro, no RAMADA MARCO POLO BEACH RESORT, às 8 da noite.
O Marketing e produção do evento está por conta da PMM Plus Media & Marketing – FOCUS BRAZIL FOUNDATION.
Desde , independentemente do resultado, me considero vitoriosa por estar nessa final, porque minha meta principal é levar o canto desse ser universal que sou, com alma brasileira, para o maior numero de pessoas que me for possível, como um canal de expressão e conexão com o todo divino existente em toda a criação.

E assim, desejo para todos, um Bom Natal, e um Ano Novo pleno de realizações em todos os aspectos, com muito amor, luz e paz sempre. Namastê!


Este é o link para você escutar uma canção de natal que gravei de Hugo Costa: "O Boi e o burro de Belém".


Thursday, November 10, 2011

MINHA EXPRESSÃO MAIOR (reedição)




Casa cheia, no JD's Bistrô, no último dia 29 de outubro em North Porth, distante 1 hora e meia de carro, de Sarasota. Essa foi, sem dúvida a minha mais gratificante apresentação aqui nos Estados Unidos. Tivemos registro fotográfico, mas, como não era profissional, e a luz do ambiente não ajudava, não dá pra mostras as fotos. Mas teremos uma outra apresentação no mesmo local no próximo dia 10 de dezembro, e, desta vez estaremos mais preparados para fazermos bons registros fotográficos. Naquele dia nasceu o "Trio do Brasil" para executarmos somente música brasileira, mesmo que apresentemos também as versões em inglês.

Quando aqui cheguei abriu-se um portal, e se iniciou um rico ciclo na minha vida. Abrir e fechar ciclos é uma constante em meu processo de vida, como em todos, é esta a realidade.

É mesmo um constante nascer e morrer, a cada momento.

Desde que entendi que música é a mais pura ressonância para o perfeito entendimento da vida (esta frase me norteia), tudo o que me chega e o que se vai é sempre compreendido em acordes, melodias, ritmos, que me dão a perfeita compreensão do momento e do seu significado, e assim, me chega a clareza do que está sendo vivido, do que se finda, e do que se inicia.

Hoje estou com 59 anos de idade, quase 60, mas com uma vontade de viver e um coração de 20 anos. E assim optei pela vida de cantora já na maturidade, e não digo que foi tardiamente, porque antes eu não tinha a clareza de que era esta a minha história. Não é fácil, é uma opção extremamente corajosa a de sair da "zona de conforto" porque os padrões criados pela sociedade de consumo favorecem mais àqueles que iniciam uma carreira musical ainda jovem.

Mas assim mesmo, após idas e vindas em Aracaju, em outras cidades, no Brasil, onde nasci, senti a minha alma e o meu coração sedentos de buscar um outro espaço, dar uma nova direção à minha história profissional e pessoal.

Em agosto de 2008 resolvi vir para cá para os Estados Unidos, já que tenho a cidadania americana por ser filha de pai americano, o que me garantiria uma tranquilidade em relação à minha permanência, se assim eu decidisse.

Mas vim num momento em que este país está em crise, e todo o planeta passando por intensas transformações. Em meio à isto tudo eu também estou vivendo intensas revoluções, e, à despeito das saudades que sinto de todos os meus amigos e familiares, estou aqui para fazer valer as minhas crenças no que seja crescimento pessoal, no que seja o verdadeiro sentido da vida.

Alguns me consideram louca...rsrsrs..."imagina só, deixar um emprego na Caixa Econômica Federal, demissão voluntária em 1996, após 22 anos de carreira, para viver as incertezas de uma vida de cantora"...ouvi muitas vezes estas observações, mas não dá pra argumentar com quem assim pensa, porque cada um tem a sua meta, a sua história. Outros demonstraram sentirem-se penalizados comigo..."coitada, está vivendo uma vida sacrificada, deve estar sofrendo muito, porque sempre teve uma vida de conforto, abastada". Grande engano, pois somente assim descobri como se conquista a felicidade, que não exclui o fato de ter problemas, sentir dores, ter decepções, sentir cansaço, privar-se de algumas coisas materiais. Descobri que somente vivendo intensamente em busca do que acredito SOU FELIZ, apesar, e por causa das dores, dos problemas e das decepções, porque com todos eles celebro a possiblidade de um aprendizado riquíssimo, e cada dia sinto que eu e a vida estamos bem mais leves. Tive e tenho que enfrentar, sempre, todos os meus medos, e todas as minhas sombras, para domar cada vez mais o meu ego.

Tenho que me olhar no espelho e ver que aquele rosto e corpo jovem deram lugar à uma mulher com as marcas do tempo, mas que nem por isso é menos bela.

Já há alguns anos o prazer de me descobrir gostando muito da minha própria companhia, venceu o medo da solidão, e já não tenho a necessidade de estabelecer ligações e relacionamentos baseados em carência, muito pelo contrário; Vejo-me há algum tempo, amando a minha própria companhia, e somente agora abri o meu espaço para alguém que também está caminhando na mesma direção, e está, como eu, inteiro, sem ter mais naquela ilusão de "encontrar a sua metade" de "se completar com alguém", porque somente pessoas inteiras podem construir uma relação saudável, gratificante e feliz.

Não quero e nunca quiz uma vida pequena, vazia de significado. Tendo a certeza do que posso fazer, ainda tenho muito a percorrer, porque sei do que sou capaz de fazer por mim, e por tudo o mais que me rodeia. O Universo é a minha família, tudo o que me rodeia faz parte da minha história, e interfere em mim, e vice e versa, e é nessa possibilidade de interação que está a minha força, a minha capacidade de criar como intérprete e cantora os sons e as melodias que brotam da minha essência, mesmo tendo sido uma canção escrita por outros.

Afinal, sei que nada é totalmente meu, porque as idéias, sentimentos e pensamentos que me chegam, também têm uma participação das ondas energéticas dos pensamentos, e sentimentos de outros, das condições climáticas, da natureza, de tudo enfim.

O meu papel é apenas expressar o que me chega, com o meu sentimento, e isto irá até outros, e à natureza, e tudo, para, enfim, exercer o seu poder transformador, em mim, em todos e em tudo, e por aí se segue, como uma corrente.

A atitude competitiva é um tremendo equívoco, porque tudo acaba gerando uma energia antagônica que tem um efeito bumerangue. Ter a consciência de que somar, unir é a grande solução é primordial para que tenhamos um benefício que atingirá a todos.

Assim tenho pautado as minhas escolhas, e atitudes, e espero que, aos poucos estejamos todos unidos em busca desse mesmo caminho.

Fazer música do meu jeito é o meu triunfo, e isto ainda não me foi possível. Estou no caminho da conquista da possibilidade de me soltar, de "voar" na minha expressão musical, e sei que esse momento está próximo, e quando a minha alma transbordar nos sons que brotam do âmago do meu ser, aí então estarei em êxtase, terei alcançado a plenitude, assim como tudo e todos à meu redor, porque este é mesmo o meu canal, onde eu SIMPLESMENTE SOU INTEIRA E INTENSAMENTE UMA CANÇÃO DA MINHA EXPRESSÃO MAIOR.

Saturday, August 06, 2011

GRATIDÃO



Aqui, meio sem saber por onde começar, estou eu digitando porque muito tenho pra contar, muito tenho pra escrever...longo tempo, sem ter tempo pra vir por aqui, e passar pra vocês tudo o que me propus na vida, e que me move como ser humano pensante, cantante e pleno de sensibilidade, acima de tudo.
Adoraria estar aqui todos os dias cheia de inspiração, idéias, acontecimentos, viver, partilhar, sentir tudo o que mais importa na vida que se chama relacionamento, mas o mundo em que vivemos me cobra o oposto, ou seja: priorizar o trabalho, porque as contas não esperam, e eu realmente não gosto disso, mas...que fazer?
Hoje, estou aqui com algumas horas livres pra vocês meus amados, e a cabeça está tão cheia de situações e emoções embaralhadas e acumuladas...uau...durante todo esse tempo em que não vim aqui, experiências importantes foram acontecendo, e no instante em que isso se dava eu pensava e vibrava: vou postar isso no blog, tenho que fazer isso amanhã,mas isso não me era permitido por absoluta falta de tempo.
Eu, esta louca sonhadora, que mais se identifica com o Dom Quixote de Miguel Cervantes, lutando contra os moinhos...rsrsrs...tentando fazer valer o meu sonho, como no Bêbado e o equilibrista de João Bosco, dançando "na corda bamba de sombrinhas" , para equilibrar as atividades do meu sonho com a necessidade de cumprir as regras do sistema, e isto está me dando uma habilidade incrível, a despeito de todo o cansaço. Graças a isso acabei descobrindo uma outra atividade que também me gratifica: a atividade de "caregiver", através de uma empresa, cuidando de pessoas idosas com limitações, ou problemas de saúde. Muitas vezes preciso fazer 60 horas de trabalho por semana, algumas vezes durante a noite.
Minha querida amiga RÍSIA RODRIGUES, jornalista esteve aqui comigo por uma semana, me trouxe uma bagagem de experiências com um projeto lindo em que está engajada. Rísia, uma mulher que deixa sua família lá em Aracaju, paga pra vir pra cá, dormir naqueles famosos sacos de zíper colocados no chão, dentro de um prédio onde funciona uma escola, angariar fundos juntamente com o grupo da ONG que dirige o projeto, dias e noites de atividades de reuniões, retrições rígidas, para ajudar crianças carentes em países da África. Passou aqui nos Estados Unidos 6 meses, e agora vai passar mais 6 meses na execução, em Moçambique, ensinando a crianças pobres...como o mundo precisa de gente assim, não? E vou repetir o que várias pessoas já disseram, correndo o risco de ser chata...rsrsrs...não faz mal; muitos de nós ficamos aqui num mundinho pequeno, acordando, comendo saindo pra trabalhar, voltando exaustos, dormindo, e no outro dia tudo se repete...e um dia acordamos e perguntamos: O QUE EU FIZ DA MINHA VIDA?
Conheci Rísia em 2005 no dia em que me apresentei na Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, num projeto da AMART (Amigos da Arte), dirigido pelo saudoso amigo Dinho Duarte. Ela trabalhava e ainda trabalha na TV ALESE, da referida Assembléia, e me fez uma excelente entrevista no programa SUA VIDA SUA ARTE, e eu estava precisando prensar mais cópias do meu CD Leoa, que havia se esgotado. Graças a essa brilhante entrevista consegui o patrocínio da ÁGUA MNERAL IMPERIAL. Rísia, no dia em que chegou aqui, ficou encantada com Sarasota, pela beleza, e pelo "não sei que de Aracaju" que sentiu no ar, o mesmo que eu senti quando aqui cheguei. Como eu estava livre, no final da tarde fui com ela assistir a Metro Conection, uma Big Band de músicos amigos, que se apresentam no IL Panificio South, um lugar que eu ainda não conhecia. Lá chegando, os músicos me convidaram pra cantar com eles Corcovado, de Tom Jobim, e o dono do Estabelecimento acabou me convidando pra cantar lá todos os domingos, o que estou fazendo até hoje...BINGO outra vez, graças a Rísia! Aquele foi o único dia livre que tive pra curtir a presença da minha amiga, e lhe dedicar um pouco de atenção, e acabei sendo beneficiada por isso, que maravilha...fiquei mais uma vez muito grata!
Confesso que, algumas vezes, por causa do cansaço, deixo de reconhecer esse sentimento de gratidão, quando algo me chega e não era o desejado para aquele momento. Mas depois lembro-me do que me disse um outro anjo na minha vida que se chama SONIA BOMFIM, me apontando o que está me chegando de positivo, aprendo a entender que GRATIDÃO É A MINHA PALAVRA CHAVE PARA TODOS OS MOMENTOS: Gratidão pra você também, minha doce, paciente, e dedicada amiga e mestra: "...ah, eu me ofereço este momento que não tem paga e nem tem preço, esta magia eu reconheço, aqui está a minha sorte, me descobrir tão fraco e forte, me descobrir tão sal e doce, e o que era amargo acabou-se, é bom dizer viver valeu, é bem dizer: AMAR VALEU..." Gonzaguinha.


Wednesday, June 15, 2011

NA VIDA TUDO É UMA CANÇÃO.

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Toda a minha existência 59 anos e alguns meses, sempre aconteceu relacionada com o som, com a música com a canção, e por isso sempre digo que música é a mais pura ressonância para o perfeito entendimento da vida. Amo a vida com o som de tudo o que faz parte dela, e tudo é música. Acontece em mim, naturalmente associar todos os meus momentos, e todos as pessoas, e tudo o que participa deles, com uma canção. Quem sabe um dia isso dará um grande musical pleno de emoção...é coisa pra se pensar...rsrsrs...aqui me lembro do amigo Maranhão, ex-colega da Caixa Econômica Federal, casado com minha queridíssima amiga Neuza Sales, que dizia pra mim: " - ...uma coisa que não falta na sua vida é emoção..." ...música sem emoção não existe!
Lembro-me ainda da pergunta que me fez a amiga Daniela Faber, aquariana como eu, nascida no mesmo ano: - querida você já pensou no que vamos fazer nos nossos 60 anos? Quem sabe, amiga se não faremos um musical, já que você é uma pianista e eu uma cantora, e ambas temos essa sede de liberdade característica de todo aquariano que se preza?
Assim, muitas pessoas me contam que se lembram de mim quando ouvem canções, e isto é muito bom.

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Nesta foto, eu e Rosely

E foi assim que Rosely, minha colega de colégio do Instituto N. Sra da Salete, em 1965 e 1967, lembrou de mim quando ouviu " A hard day's night" dos Beatles, que havia me pedido para eu escrever a letra, e eu o fiz. Sempre fui apaixonada por eles, e, naquela época eles tinham surgido, eu já cantava todos os sucessos dos garotos de Liverpool. Éramos alunas internas, e naquele momento, ela estava aqui na Florida, em West Palm Beach com o marido e as duas filhas, e resolveu me procurar no Google, achou o meu e-mail, me enviou uma mensagem trocamos telefones, nos falamos, e ela veio aqui me visitar, e o nosso reencontro se deu no dia 14 de junho, terça feira.


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Rosely, Adilson e eu

A experiência de um reencontro após 46 anos nem sempre é algo agradável, como nos lembrou seu marido, Adilson, contando algumas experiências de amigos, com bastante humor...rimos muito com isso. Mas no nosso caso, foi impressionante, porque a sensação que tivemos foi como se o tempo não tivesse passado, como se tivéssemos nos visto no dia anterior...rsrsrs...devo confessar que a memória de Rosely é bem melhor que a minha porque ela lembrava não somente dos nomes de todas as pessoas que fizeram o nosso contexto, como também os apelidos...hehehehe...muito bom lembrar de cenas impagáveis, de pessoas que fizeram e ainda fazem parte da nossa história porque estão impressas em nossa memória e em nosso aprendizado. Aqui eu faço uma pausa pra cantar "In my life" ainda no clima dos Beatles..."there are places I remember, all my life though some has changed..."




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No Restaurante Rio Samba, Rosely, Adilson, Ilse, Nelson e eu

Com Rosely e Adilson vieram sua irmã Ilse e seu esposo Nelson, os quais eu não conhecia. Passamos um dia inesquecível, passeamos por essa linda região, Sarasota, Siesta Key, Long Boat Key, Anna Maria Island, Holmes Beach e combinamos tentar tornar possível um encontro nosso, com várias colegas que ela continua tendo contato lá em Salvador, e torço que nos seja mesmo possível. Tiramos várias fotos, fomos almoçar uma comidinha brasileira lá no Restaurante Rio Samba do casal Luís Paulo e Nilce Lima, e lá encontramos mais um amigo do Luís. Comecei este texto dizendo que tudo na minha vida está associado com música, e não poderíamos passar sem a música nesse momento.


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Eddie Tobin no teclado e eu cantando

Assim, combinamos que nos encontraríamos todos no Euphemia Haye, às 7:30 da noite, onde ouviríamos o maravilhoso Eddie Tobin, que foi diretor musical de Engelbert Humperdinck, com sua voz e teclados fantásticos.



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Com mais algumas pessoas trazidas pelo Luís, éramos ao todo 10 brasileiros no lindo ambiente intimista do Euphemia Haye. Lá estava também o americano mais brasileiro, que conheci, depois do meu pai, o Phillip Picciotti, que ama cantar música brasileira e falar português. Cantamos eu, Phil e Eddie, e tudo ficou documentado em fotos e vídeos, e alguns desses documentos aqui estão. As canções que cantamos, eu, Phil e Eddie, que vão ficar impressas na minha memória para esse momento: Vivo sonhando (Dreamer), Samba de verão (So nice), Just the way you are, Desafinado (Off Key), e várias outras lindas canções americanas cantadas por Phil e Eddie Tobin. Aqui finalizo com duas frases que traduzi de uma mensagem que me foi enviada pelo meu amigo Gary Gaynor um músico do Texas e faço minhas as suas palavras: "...uma canção pode ser cantada de 100 ou mais maneiras diferentes, e cada uma delas será boa para alguém..." "...tenho que viver a vida em plenitude porque de outra maneira me recuso a viver..." ...com amor, luz e paz, sempre, namastê!